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domingo, 12 de outubro de 2008

O Rei Do Futebol




A Infância

Dico calça as chuteiras e sai para fazer o que mais gosta: jogar futebol. Em campo, o menino magrinho, de 11 anos, é dono de si e da bola. Ele dribla, cabeceia, empurra e mira no gol. Na ocasião, a pequena platéia da cidade de Bauru (Interior de São Paulo) não fazia idéia que nascia ali Pelé, o maior atleta de todos os tempos. Mas foi nos gramados da Vila Belmiro que ele se tornou Rei.

"Eu sonhava em jogar como meu pai", confidenciou Edson Arantes do Nascimento, mineiro da cidade de Três Corações, filho de Celeste e do conhecido jogador Dondinho. Edson teve uma surpresa, porque Pelé foi muito além. Superou seu próprio sonho e, até mesmo, a promessa de ganhar uma Copa do Mundo para seu pai. "Na final da Copa de 50, o Brasil perdeu para o Uruguai e meu pai ficou muito emocionado. Quando eu o vi em lágrimas, só pude pedir para que não chorasse porque eu iria ganhar uma Copa do Mundo para ele", lembrou o Rei, que saiu campeão de três Copas do Mundo, colecionou mais de 50 títulos e 1.281 gols em sua gloriosa carreira.

Quando o Atleta do Século XX, ainda aos cinco anos, mudou-se para São Paulo com sua família, Dondinho passou a atuar no Bauru Atlético Clube (BAC). Seguindo os passos maestrais de seu pai, Dico brilhou em equipes amadoras da região, como Ameriquinha e Baquinho, e sua intimidade com a bola o fez conquistar títulos de artilheiro e um novo apelido: Pelé.

Em pouco tempo, os pés daquele menino franzino e de uniformes folgados no corpo tomariam um novo rumo. Aos 11 anos, Pelé foi descoberto pelo jogador Waldemar de Brito que o convidou a fazer parte da equipe que estava organizando: o Clube Atlético de Bauru. Para selar compromisso com o destino, o mesmo jogador que o descobriu, o levaria, anos depois, para o Santos Futebol Clube.


O Jogador

Assim que Pelé chegou à Vila Belmiro, em oito de agosto de 1956, Waldermar de Brito avisou ao clube santista: "Esse menino vai ser o melhor jogador de futebol do mundo". Não demorou muito para a profecia começar a se concretizar. Um mês depois de sua chegada ao alvinegro praiano, que já era um time bicampeão paulista, Pelé estreou na equipe principal. "Minha estréia foi em um torneio amistoso contra o Corinthians de Santo André. Entrei no segundo tempo, no lugar de Del Vecchio e fiz o sexto gol do placar de 7 a 1. Foi meu primeiro gol com a camisa do Santos", contou.
Aos 16 anos, participou de um torneio de quatro equipes européias e brasileiras. O time em que atuou foi um combinado Santos e Vasco e, em uma das partidas, Pelé fez três belos gols. Daí em diante, o Brasil todo começou a enxergar o futuro Rei do Futebol.
Convocado para usar a camisa verde e amarela, em 1957, Pelé levou o país a conquistar o título de campeão da Copa Roca. "Foi meu primeiro título internacional e com a camisa da Seleção Brasileira", lembrou. O sucesso continuou aos pés de Pelé durante a disputa do Campeonato Paulista de 57, do qual foi artilheiro. "Já no meu primeiro campeonato, fiz 36 gols. Para um garoto de 16 para 17 anos, essa é uma grande conquista", declarou o dono da imortalizada Camisa 10.
Pelé conquista o mundo
Em menos de um ano, Pelé viu-se diante da grande oportunidade de concretizar a promessa que havia feito a seu pai: ganhar uma Copa do Mundo. Seu primeiro gol na Copa foi contra o País de Gales e classificou o Brasil para a semifinal. Na final da Copa de 58, a Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial depois de ter goleado a anfitiriã Suécia por 5 a 2. Pelé não agüentou e desmaiou em campo "A emoção de participar de algo tão grandioso foi tão importante para mim que nem consigo expressar. Foi a primeira vez que fiz uma viagem para o Exterior e, ainda, realizei meu maior sonho. Com 17 anos, tornei-me o mais novo campeão do mundo. Além disso, levamos o nome do Brasil para fora e demos abertura para outros negros participarem da Copa, pois, até então, eu era o único ", declarou o Rei.
Após ter concretizado o que mais almejava, Pelé tinha mais duas metas: conquistar o Campeonato Paulista de 58 e o Torneio Rio-São Paulo pelo Santos Futebol Clube. Formado por jogadores como Coutinho, Zito, Pepe e o Rei, o time praiano mantinha-se imbatível e vivia sua melhor fase. Pelé foi o artilheiro do Paulista de 58 com o total de 58 gols, em 38 partidas, e o Santos conquistou o título.
A história repetiu-se em 1959 e o Peixe saiu vitorioso, pela primeira vez, no Torneio Rio-São Paulo. Entre os anos de 59 e 61, o Santos Futebol Clube conseguiu, com Pelé, conquistar 11 títulos internacionais. Reconhecida e respeitada internacionalmente, na década de 60, a equipe santista conquistou oito Campeonato Paulistas, e Pelé foi coroado como artilheiro em quase todos eles.
Nessa época, o Rei do Futebol recebeu diversos convites para atuar em times no Exterior, principalmente na Europa, mas rejeitou todos. Fiel ao Peixe, tinha outro objetivo em mente. "O Santos ainda não tinha título de campeão sul-americano e eu sonhava em dar esse título ao clube", afirmou. Em 1962, mais uma meta atingida: o time foi campeão sul-americano, goleando a equipe uruguaia do Peñarol, que havia sido campeã em 60 e 61.

No mesmo ano, mais uma Copa do Mundo à vista e Pelé era o grande nome do momento. Devido à uma distensão, ele não pôde jogar na final, mas o elenco saiu vitorioso e bateu a Tchecoslováquia por 3 a 1, no Chile. O Brasil passou a ser Bicampeão Mundial. "Fiquei muito preocupado e muito chateado por não ter podido ajudar meus colegas. Mas, graças a Deus, o Brasil conseguiu seu segundo título e fiquei muito realizado", afirmou Pelé.

Na Copa do Mundo seguinte, em 1966, a Seleção Brasileira viveu um pesadelo: foi eliminada logo na primeira fase. "Foi uma tristeza muito grande para mim, pois eu já era o Pelé e a cobrança era muito grande. Tanto, que eu pensei até em desistir de jogar", afirmou Pelé.
Em 1970, o Brasil passava por uma das fases mais difíceis da história com a ditadura militar. Indiscutivelmente, Pelé na Copa era a esperança de dias melhores para os brasileiros. "Muitas pessoas me incentivaram a participar da Copa de 70. É claro que senti todo o peso da responsabilidade nas minhas costas, pois a seleção já vinha de uma derrota", lembrou o Rei. Finalmente, o Brasil conquistou, definitivamente, a Taça Jules Rimet, vencendo a final contra a Itália, por 4 a 1, no México. "Foi a melhor fase de toda a minha carreira. Joguei em todas as partidas e finalizei minha participação nas Copas do Mundo extremamente realizado", afirmou Pelé, único tricampeão do mundo e maior artilheiro em Copas Mundiais.
Aos 22 anos, o Rei já atingia a marca de 500 gols. À medida que o tempo ía passando e Pelé aproximava-se da marca dos mil gols, as pessoas vibravam. "Quando fui me aproximando do milésimo gol, todos fizeram questão de transformar isso em um grande tema", afirmou Pelé. O tão esperado gol foi um pênalti fulminante, durante o jogo do Santos Futebol Clube contra o Vasco, no Maracanã, em 19 de novembro 1969. "Pela primeira vez, tremi. Nunca senti uma responsabilidade tão grande", completou o Rei .

O adeus ao Santos FC
Deixando pegadas de glória e saudade pelo Brasil, sua despedida oficial da Seleção foi em julho de 1971. Três anos depois, chegou a vez do Rei dar adeus ao Santos Futebol Clube, em outubro, durante a partida contra a Ponte Preta. É uma das imagens mais marcantes de Pelé: ele está ajoelhado no meio do gramado do Estádio da Vila Belmiro, de braços abertos e com a bola parada no chão diante dele. Pelé, aos soluços, pede perdão . É o fim de um casamento de 18 anos, seis meses e 26 dias.

Mas, a magia do futebol daquele homem que, com seus pés de ouro, fazia arte em campo, ficará imortalizada pelos gramados da Vila Belmiro e na memória daqueles que o assistiram. Porque quem é rei, nunca perde a majestade. Porque Pelé é eterno. "Sinto muita saudade daquela época, principalmente dos meus amigos de equipe. Realmente, isso me deixa muito emocionado".

A chegada aos EUA
Em 1975, aos 35 anos, o Rei do Futebol resolve voltar a atuar e transferiu-se para o Cosmos de Nova York (Estados Unidos) onde ajudou a difundir o esporte no país e conquistou o título de campeão norte-americano de 1977 .
O amistoso Cosmos x Santos na despedida oficial de Pelé pode ser definido como o jogo em que todos perderam. O Rei, porque pretendia e não conseguiu marcar o último gol da carreira pelo Peixe, clube que lhe abriu as portas do sucesso. Quis o destino que seu único gol na partida fosse pelo Cosmos. O Santos, que havia dado adeus a Pelé há alguns anos, foi batido por 2 x 1. O Cosmos, mesmo vencendo o jogo, perdia seu maior craque e relações públicas. Mas, acima de tudo, naquele 1º de outubro de 1977, o futebol era o maior derrotado, ficando sem seu maior jogador de todos os tempos.
Nome: Edson Arantes do Nascimento
Posição: meia-atacante
Filiação: João Ramos do Nascimento (Dondinho) e Celeste Arantes do Nascimento
Data e Local de Nascimento: 23/10/1940, em Três Corações (MG)- Brasil
Altura: 1,725 m
Peso: 75
KGChuteira: 39
Estréia como profissional: Santos FC 7 X 1 Corinthians de Santo André
Jogos: 1365 jogosGols: 1.281 gols, Jogos pelo Santos: 1116 jogos, Gols pelo Santos: 1.091 gols, Jogos pela Seleção Brasileira: 114 jogos, Gols pela Seleção Brasileira: 95 gols, Clubes: Santos FC (1956 a 1974) e Cosmos (1975 a 1977).

sábado, 4 de outubro de 2008

"...um passado e um presente só de glórias..."


O Santos FC foi fundado no dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da Cidade (Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior) que convocaram uma assembléia na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário- Atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida quanto ao nome que seria dado à essa agremiação. Várias sugestões apareceram: Concórdia, Euterpe ou Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião aclamaram, por unanimidade, a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-Ball Clube.

O primeiro jogo ocorreu apenas em 15 de setembro daquele ano. O Santos venceu na estréia o Santos Athletic Club por 3 a 0. No entanto, em uma nova versão levantada pelo conselheiro do clube, Guilherme Gomez Guarche, aponta que o primeiro jogo teria ocorrido em 23 de junho de 1912 contra o combinado local do Thereza Team. Mas, o historiador oficial do clube, Francisco Mendes Fernandes, contesta a informação dizendo que esta partida foi um jogo-treino, sem caráter oficial. Nesta partida contra o Thereza Team, o Alvinegro saiu-se vencedor pelo placar de 2 a 1, gols de Anacleto Ferramenta e Geraule Ribeiro. O Santos formou com Fauvel, Simon e Ari, Bandeira, Ambrósio e Oscar, Bulle, Geraule, Esteves, Fontes e Anacleto (Todos na foto com o torcedor Coalhada).
No jogo considerado oficial, em 15 de setembro, o adversário foi o Santos Athletic Club, mais conhecido como Clube dos Ingleses, hoje uma das agremiações mais tradicionais da Cidade, mas que não mantém uma equipe de futebol na atualidade. O Santos Futebol Clube venceu por 3 a 0. O primeiro gol oficial da história do clube foi marcado por Arnaldo Silveira.
No início de 1913, o Santos recebia um convite da Liga Paulista de Futebol para disputar o campeonato estadual daquele ano. Esta foi a primeira competição oficial disputada pelo clube. Sua estréia aconteceu no dia 1º de junho, diante do Germânia. O resultado, porém, não foi nada animador: derrota por 8 a 1. O Santos jogou com Durval Damasceno, Sebastião Arantes e Sydnei Simonsen; Geraule Ribeiro, Ambrósio Silva e José Pereira da Silva; Adolfo Millon, Nilo Arruda, Anacleto Ferramenta, Harold Cross e Arnaldo Silveira.

Três semanas depois, no dia 22 de junho, o time santista conquistava sua primeira vitória em uma competição. E logo diante daquele que viria a se tornar seu maior rival: 6 a 3 diante do Corinthians. E em pleno Parque São Jorge.
Ainda em 1913, foi disputado pela primeira vez, o Campeonato Santista de Futebol, contando com a participação do Santos, América, Escolástica Rosa e Atlético. O Alvinegro foi o grande campeão, com seis vitórias em seis jogos, 35 gols pró e apenas sete contra. Este foi o primeiro título da história do clube.
Desde os primeiros anos de existência, o quadro de futebol do Santos obteve êxitos memoráveis, tanto em jogos locais como internacionais. Seu primeiro título de Campeão Paulista aconteceu em 1935, após um declínio dois anos antes, em razão da criação do profissionalismo no futebol.

Em 1955, após 20 anos sem ser campeão, o Santos voltou a conquistar título, vencendo o Taubaté com a equipe formada por: Manga, Hélvio e Feijó; Ramiro, Formiga e Urubatão; Tite, Negri, Álvaro, Del Vecchio e Pepe.
No ano seguinte, chegaria à Vila Belmiro, trazido pelas mãos de Valdemar de Brito, o menino Pelé, de 15 anos, que deu de novo impulso à história do Santos, levando-o a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no planeta. O Santos de Pelé fez seu nome no exterior. Praticamente deu a volta ao mundo, encantando torcedores com o futebol mágico de seus craques. Formou um ataque memorável: Dorval, Mengávio, Coutinho, Pelé e Pepe. Nesse período, o Santos foi Bicampeão Mundial Interclubes (1962/1963), Bicampeão da Taça Libertadores da América (1962/1963), entre outras glórias.

Após a Era Pelé, o Santos Futebol Clube continuou seu caminho de glórias. Em 1978 formou um time campeão. Os Meninos da Vila, apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978. Destacaram-se na época Juari, Pita, Ailton Lira entre outros.
Após isso o time continuou conquistando títulos, como o Paulista de 1984 e a Taça Conmebol de 1998.
Mas, em 2002, ano em que o clube completou 90 anos, o Santos conquistou, pela sétima vez, o principal torneio nacional (o Campeonato Brasileiro). O time que conseguiu a conquista foi, basicamente, formado dentro da Vila Belmiro. Os Meninos da Vila viraram febre no Brasil inteiro e a dupla Diego e Robinho se tornou símbolo de um futebol vistoso e alegre. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

Em 2004, o Peixe conquistou dois títulos importantes, um com sua equipe principal outro com seu time B criado neste ano. O time B, dirigido por Márcio Fernandes, foi campeão da Copa Federação Paulista de Futebol e garantiu vaga ao clube na Copa do Brasil.

Já o time principal conquistou novamente o Campeonato Brasileiro, sob a direção técnica de Vanderlei Luxemburgo e com Robinho, Elano, Ricardinho e Léo em campo.

Em agosto de 2005, o Santos FC perdeu o craque Robinho, para o Real Madrid, na maior venda do futebol brasileiro. No final do ano, Luxemburgo voltou ao Santos FC depois de uma temporada na Espanha.
Logo em sua primeira competição pelo Peixe, o Campeonato Paulista de 2006, Luxemburgo mostrou seu potencial e tirou o time do jejum de 22 anos sem um título paulista, com uma vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa de Desportos. Ainda em 2006, em outubro, a diretoria santista repatriou o meia Zé Roberto, que havia sido o melhor jogador brasileiro na Copa do Mundo de 2006.

A experiência e, sobretudo o talento do meia, foi fundamental para que o Peixe conseguisse o bicampeonato Pualista em 2007. Em uma final alucinante, o Santos FC derrotou o São Caetano e chegou ao título. O jovem Moraes (na foto acima, ao lado de Zé Roberto), revelado nas categorias de base do Peixe, marcou o gol da conquista. Há 39 anos, o Alvinegro Praiano não conquistava o bi-paulista.
AS CORES DO CLUBECertamente, a grande maioria dos torcedores santistas não imagina que, nos seus primeiros meses, o clube era tricolor, tendo como cores oficiais o branco, o azul e o dourado.
Na prática, porém, os dirigentes do Santos encontravam enormes dificuldades para confeccionar camisas e calções nessas cores. Esse problema, aliado ao gosto discutível da combinação, fez com que esse assunto sempre fosse questionado.
Quase um ano depois, no dia 13 de março de 1913, na terceira reunião da diretoria, o sócio Paulo Pelúccio sugeriu que o clube passasse a adotar como cores oficiais o branco e o preto. Em defesa de sua idéia, disse que "o branco representa a paz, e o preto, a nobreza". E conseguiu aprovação geral dos presentes. Na oportunidade, o presidente do Santos, Raimundo Marques, apresentou os modelos da bandeira do clube, que passaria a ser "branca, diagonalmente atravessada por um faixa preta com as iniciais do Club em letras brancas".

Todas conquistas do Santástico show da vila:

1913 – Campeão Santista (invicto) 1915 - Bicampeão Santista (invicto)1928 - Campeão Torneio Início (Apea)1935 - Campeão Paulista (LPF) 1937 - Campeão do Torneio (LPF) 1949 - Campeão da Taça Cidade de São Paulo 1951 - Torneio Quadrangular de Belo Horizonte (Campeão Invicto) 1952 - Campeão do Torneio (FPF)1952 - Campeão da Taça Santos 1955 - Campeão Paulista (2º) 1956 - Campeão da Taça Gazeta Esportiva (24 jogos invicto)1956 - Torneio Internacional da FPF 1956 - Campeão do Torneio de Classificação (17 jogos invicto) 1956 - Bicampeão Paulista (3º) 1958 - Campeão Paulista (4º) 1959 - Troféu Dr. Mário Echandi 1959 - Torneio Pentagonal do México 1959 - Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Rio/S. Paulo) 1959 - Troféu Tereza Herrera (Espanha) 1959 - Torneio de Valencia (Espanha) 1960 - Troféu de Gialorosso (Itália) 1960 - IV Torneio de Paris 1960 - Campeão Paulista (5º) 1961 - Torneio da Costa Rica 1961 - Torneio Pentagonal de Guadalajara (México) 1961 - Bicampeão do Torneio Paris 1961 - Torneio Itália/61 1961 - Bicampeão Paulista (6º) 1961 - Campeão Brasileiro (1º) Taça Brasil 1962 - Bicampeão Brasileiro - Taça Brasil 1962 - Campeão Sul-Americano Interclubes 1962 - Tricampeão Paulista (7º) 1962 - Campeão Mundial Interclubes 1963 - Tricampeão Brasileiro - Taça Brasil 1963 - Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Rio/S. Paulo) 1963 - Bicampeão Sul-Americano Interclubes 1963 - Bicampeão Mundial Interclubes 1964 - Bicampeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa(Rio/S. Paulo) 1964 - Campeão Paulista (8º) 1964 - Tetracampeão Brasileiro - Taça Brasil 1965 - Torneio Hexagonal do Chile 1965 - Torneio de Caracas (Venezuela)1965 - Torneio Quadrangular de Buenos Aires (Argentina) 1965 - Bicampeão Paulista (9º) 1965 - Pentacampeão Brasileiro - Taça Brasil 1966 - Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Rio/S. Paulo) 1966 - Torneio de Nova York 1967 - Campeão Paulista (10º) 1968 - Torneio Quadrangular Roma/Florença 1968 - Torneio Amazônia 1968 - Torneio Octogonal Chile (Nicolau Moran) 1968 - Bicampeão Paulista (11º) 1968 - Torneio Pentagonal de Buenos Aires 1968 - Hexacampeão brasileiro - Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1º Taça de Prata) 1968 - Recopa - Sul-Americano Interclubes 1968 - Recopa - Mundial Interclubes 1969 - Tricampeão Paulista (12º) 1969 - Torneio de Cuiabá 1970 - Torneio Hexagonal do Chile 1970 - Taça Cidade de São Paulo 1971 - Torneio de kingston - Jamaica - Triangular 1972 - Fita Azul do Futebol Brasileiro (17 partidas invicto) 1973 - Campeão Paulista (13º) 1975 - Torneio Governador do Estado - Taça Laudo Natel 1975 - Torneio Governador da Bahia (Roberto Santos) 1977 - Torneio Hexagonal do Chile 1977 - Torneio Triangular do México (Leon) 1978 - Campeão Paulista (14º) 1983 - Torneio Vencedores da América (Uruguai) 1983 - Torneio Cidade de Barcelona (Espanha) 1984 - Torneio Início 1984 - Campeão Paulista (15º) 1985 - Torneio Copa Kirim (Japão) 1987 - Torneio Cidade de Marseille - 1º edição (França) 1990 - Super Copa Americana (China)1994 - Copa Denner1996 - Torneio de Verão (Santos)1997 - Torneio Rio/S. Paulo 1998 - Copa Conmebol 2002- Heptacampeão brasileiro-Campeonato Brasileiro (1º)2004- Copa Federação Paulista de Futebol (Santos B)2004- Octacampeão brasileiro- Campeonato Brasileiro (2º)2006 - Campeão Paulista (16º)2007 - Bicampeão Paulista (17º)